Segurança viária no Brasil: o que a Pesquisa CNT de Rodovias revela para a gestão de frotas
Estudo mostra limitações estruturais na malha rodoviária brasileira e reforça a importância de dados de telemetria para orientar o aumento da segurança na gestão de frotas.
Por Geotab Team
18 de fev de 2026

Principais Insights
- Levantamento da Confederação Nacional do Transporte indica que 62,1% das rodovias brasileiras avaliadas em 2025 foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas.
- 45,8% dos trechos não têm acostamento e 29% das curvas perigosas não são sinalizadas, exigindo condução atenta e decisões rápidas em situações imprevistas.
- Soluções para gestão de frotas da Geotab organizam dados de hábitos de condução e rotas , identificando desvios de comportamento e mantendo o acompanhamento operacional de forma contínua.
Acidentes nas estradas impactam diretamente a continuidade das operações, a integridade dos colaboradores e ativos e o cumprimento de prazos no transporte rodoviário. Em um cenário em que grande parte da malha ainda apresenta limitações estruturais e de sinalização, a segurança da frota passa a ser definida principalmente pela forma como a operação é conduzida no dia a dia. Nesse contexto, a gestão orientada por dados permite substituir a reação pontual por decisões baseadas no comportamento real dos motoristas e veículos. É assim que a Geotab apoia a gestão de frotas, transformando dados de condução em orientação prática para a rotina do transporte.
Panorama da infraestrutura rodoviária brasileira em 2025
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) realiza anualmente a Pesquisa CNT de Rodovias para avaliar as condições da malha rodoviária brasileira. O levantamento analisa aspectos como pavimento, sinalização e geometria da via, classificando os trechos de “ótimo” a “péssimo” a partir de critérios técnicos padronizados. Em 2025, a pesquisa avaliou 114,197 mil quilômetros de rodovias pavimentadas no Brasil.
Os dados indicam que 62,1% das rodovias avaliadas foram classificadas como regulares, ruins ou péssimas — um panorama que, embora represente melhora em relação ao ano anterior, ainda descreve um cenário desafiador para as operações. A proporção de trechos ótimos ou bons chegou a 37,9%, mas os segmentos regulares permaneceram em torno de 43%, indicando que boa parte dos deslocamentos ocorre em vias que exigem condução mais cuidadosa, com impacto direto na segurança do motorista e no tempo de viagem.

Na rotina da frota, esse cenário se traduz em oscilações de velocidade, necessidade de correções de rota e maior esforço para manter o veículo estável em rotas recorrentes. Do ponto de vista operacional, isso significa que, quando a qualidade da via não é homogênea, a segurança passa a depender da forma de condução adotada no dia a dia pelo motorista. Ao analisar dados de condução por rota e por tipo de via, a gestão identifica onde concentrar monitoramento e orientação, antecipando riscos antes que padrões recorrentes se transformem em incidentes.

Desafios da segurança viária: onde o risco é maior
Entre os fatores que ampliam o risco operacional, dois aparecem com frequência nas situações mais críticas: a ausência de acostamento e a falta de sinalização em curvas perigosas. O estudo da CNT aponta que 45,8% dos trechos avaliados não contam com acostamento, o que reduz as alternativas do motorista em situações como pane mecânica, necessidade de parada emergencial, tráfego interrompido ou presença inesperada de obstáculos na pista. Em frotas com veículos pesados, essa ausência se agrava, porque limita o espaço para manobras seguras e encurta o tempo de resposta.

A pesquisa também mostra que 29% das curvas classificadas como perigosas não possuem sinalização. Sem aviso prévio adequado, a redução de velocidade tende a ocorrer tardiamente, concentrando frenagens bruscas e maiores riscos de incidentes. Em operações regulares, esses pontos acabam sendo reconhecidos informalmente pelos motoristas, mas continuam sendo um risco constante.

Para lidar com esse tipo de risco, não basta rastrear os veículos da frota. É preciso acompanhar comportamentos ao volante, rotas identificadas com mais riscos, manutenções preventivas e incorporá-los à rotina de gestão, com foco em melhorar a segurança da frota.
A Geotab usa telemetria para registrar eventos de condução, como excesso de velocidade e frenagens bruscas, permitindo observar recorrência por rota, trecho e motorista. Em frotas que utilizam videotelemetria com inteligência artificial, esses registros ganham contexto visual, ajudando a identificar comportamentos associados ao risco, como distração, fadiga, resposta tardia ou até mesmo o risco da rodovida. Com essas informações, a gestão consegue orientar a condução com mais precisão e acompanhar, ao longo do tempo, se a frequência diminui nas regiões mais sensíveis para a operação.
Pontos críticos: o obstáculo invisível para o gestor de frotas
Em 2025, a CNT registrou 2.146 pontos críticos na malha viária avaliada. Em grande parte deles, o problema está no pavimento: predominam buracos grandes (80%) e erosão na pista (11,6%). Esse tipo de ocorrência muda a condução de forma imediata, porque exige desvio ou frenagem em pouco espaço de tempo, especialmente em vias de pista simples e em trechos com tráfego intenso.

O aspecto mais crítico é a sinalização desses locais. O levantamento mostra que, em 88% dos pontos críticos identificados, não havia sinalização no momento da avaliação. Sem aviso prévio, a redução de velocidade e a manobra tendem a acontecer de forma abrupta, com impacto direto na estabilidade do veículo e na segurança do condutor, sobretudo em operações com veículos pesados.

Além disso, a Pesquisa CNT aponta que, em 34,3% da extensão analisada, não há nenhum tipo de barreira de proteção para reduzir as consequências de uma saída de pista. Em trechos assim, o mesmo desvio pode ter um desfecho mais grave para motorista, carga e ativos, o que amplia a criticidade desses pontos na rotina da operação.

Para a gestão de frotas, esses pontos deixam de ser exceções quando aparecem com frequência nas mesmas rotas. Identificá-los e cruzá-los com dados de condução ajuda a priorizar acompanhamento e orientação justamente onde o risco se repete.
Como transformar dados de infraestrutura em segurança operacional
A Pesquisa CNT de Rodovias oferece um retrato detalhado das condições da malha brasileira ao avaliar pavimento, sinalização, geometria da via e identificar pontos críticos ao longo das rotas. Esse diagnóstico ajuda a contextualizar o gestor de frotas as limitações estruturais enfrentadas pelos motoristas no dia a dia da operação.
Para a gestão, incorporar essa leitura às rotinas operacionais significa ir além de registrar a realidade das rodovias , e compreender como cada motorista e veículo da frota frota se comporta em rotas mais sensíveis ao longo do tempo. Quando o comportamento ao volante é analisado por rota, trecho e motorista, é possível orientar ajustes de acordo com a realidade de cada via e verificar se a recorrência diminui após a aplicação dessas orientações.
Quando dados de infraestrutura e de condução passam a orientar a gestão, a segurança deixa de ser resposta ao incidente e passa a ser construída de forma contínua na rotina da frota de forma preventiva. É aí que a Geotab apoia o gestor de frotas: com telemetria que registra dados de condução, videotelemetria com inteligência artificial que dá contexto aos eventos críticos e a organização dessas informações em uma única plataforma, o MyGeotab, a empresa oferece uma base objetiva para decisões alinhadas às condições reais da operação.
Sua frota está operando com previsibilidade ou apenas reagindo aos riscos? Fale com um de nossos especialistas, solicite uma demonstração e descubra como aplicar essa abordagem à sua operação.
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Perguntas frequentes
Quando o mesmo segmento concentra, com frequência, manobras bruscas (frenagens fortes, desvios rápidos, reduções tardias), variações de velocidade fora do padrão e instabilidade maior em veículos pesados. Se isso se repete na mesma rota, entra como prioridade de acompanhamento.
O vídeo mostra o que aconteceu imediatamente antes da manobra em trechos específicos da rota, ajudando a entender por que a frenagem ou o desvio ocorreu. A IA ajuda a sinalizar automaticamente esses momentos para revisão, reduzindo o esforço de triagem e acelerando a orientação ao motorista e o acompanhamento do resultado.
Ao organizar dados de condução por motorista, veículo e rota na plataforma MyGeotab, a gestão consegue comparar a frequência de manobras bruscas, variações de velocidade e outros eventos antes e depois de orientação e ajustes operacionais. Esse acompanhamento ao longo do tempo mostra se o comportamento se estabiliza justamente nos trechos mais sensíveis da operação.
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