Skip to main content

Caso de Sucesso: tecnologia da Geotab otimiza a gestão de contêineres em portos brasileiros

Tecnologia da Geotab otimiza a gestão de contêineres em portos brasileiros

Caso de Sucesso: tecnologia da Geotab otimiza a gestão de contêineres em portos brasileiros

Visão geral

Um projeto pioneiro no Brasil levou a tecnologia da Geotab para máquinas de içamento e empilhadeiras em operações portuárias, adaptando a telemetria às demandas específicas desse tipo de atividade. Nos últimos anos, a indústria marítima tem passado por um processo de modernização: o mercado de automação movimentou cerca de US$288,74 milhões em 2024, com previsão de crescimento médio anual de 9,82% até 2032, segundo estudo da Credence Research.

 

Outro relatório, da 6Wresearch, aponta que o segmento nacional de portos inteligentes (smart ports) deve se expandir de forma significativa entre 2025 e 2031, impulsionado pelo avanço de soluções digitais como IoT e sensores. Esse cenário mostra como as soluções da Geotab ganham espaço na modernização portuária brasileira.

O desafio das operações portuárias

Nos portos, guindastes e empilhadeiras realizam a movimentação de contêineres em pátios de armazenagem e em manobras complexas junto aos navios. O risco de tombamento durante curvas ou movimentos rápidos é uma preocupação constante, já que acidentes podem gerar grandes perdas materiais e paralisar a operação.

 

Outro desafio é a falta de visibilidade sobre o conteúdo de cada contêiner. Um mesmo pátio pode abrigar cargas sensíveis, como vidro ou produtos químicos, ao lado de materiais duráveis. Como os operadores não têm acesso a essa informação, precisam adotar o máximo de cautela em cada manobra — especialmente durante o içamento e o transporte em áreas alfandegadas, onde qualquer dano pode gerar custos adicionais ou atrasos na liberação da carga.

 

Além disso, as máquinas envolvidas nessas tarefas são equipamentos de alto valor — empilhadeiras e guindastes que podem ultrapassar US$1,5 milhão cada, exigindo manutenção constante e cuidados rigorosos com o modo de condução. Um simples componente do sistema de compressão de ar, por exemplo, pode custar até US$80 mil em caso de superaquecimento. O desgaste é agravado pelas condições adversas do ambiente portuário — alta umidade, maresia e pisos irregulares —, que aceleram a deterioração e tornam as operações ainda mais delicadas.

 

O consumo de combustível também é elevado: máquinas chegam a gastar cerca de 20 litros por hora em tempo ocioso, cenário comum quando operadores mantêm o motor ligado apenas para conservar o ar-condicionado. Cada minuto ocioso representa um custo significativo e aumenta o impacto ambiental da operação.

 

Nesse contexto, a aplicação da telemetria da Geotab, em parceria com a Ariasat, trouxe um novo nível de controle e inteligência às operações. O monitoramento detalhado do uso das máquinas passou a apoiar decisões que reduzem o tempo ocioso, controlam o consumo de combustível e evitam falhas mecânicas, além de melhorar a segurança dos operadores e garantir a precisão nas cobranças pelos serviços de transporte e manutenção de contêineres — atividades caras e críticas para o funcionamento dos portos.

A solução: adaptando a telemetria para a realidade dos portos

O projeto de aplicação da telemetria da Geotab em operações portuárias surgiu após um acidente com o tombamento de uma empilhadeira durante o içamento de um contêiner em rampa, que revelou a necessidade de um controle mais rigoroso sobre segurança, jornada de trabalho e desempenho das máquinas. A partir desse episódio, a Ariasat, parceira tecnológica da Geotab, iniciou a implementação da solução com foco em monitorar o tempo de operação dos equipamentos, registrar o uso por operador e prevenir riscos de fadiga, uma das principais causas de acidentes em pátios de manobra.

 

Segundo Delfim Pinto, diretor da Ariasat, o projeto marcou a adaptação de recursos de telemetria comumente aplicados em frotas rodoviárias a um contexto portuário — um processo que exigiu o desenvolvimento de sensores específicos para detectar içamento, descida e movimentação de contêineres.

 

“Além disso, utilizamos câmeras de videotelemetria,  que acrescentaram uma camada visual estratégica ao processo. Com elas, tornou-se possível analisar em detalhe o comportamento de condução, registrar inclinações da máquina durante a movimentação de contêineres, monitorar condições climáticas adversas e garantir evidências objetivas em situações críticas. Esse recurso ampliou significativamente o nível de segurança para operadores, embarcadores e seguradoras, fortalecendo o controle operacional e a mitigação de riscos.”

 

Com a integração dessas tecnologias ao ambiente portuário, todos os dados capturados, pelo GO9,  dispositivo de telemetria da Geotab, pelo sensor de içamento desenvolvido pela Ariasat e pelo videmonitoramento — passaram a ser processados e visualizados diretamente no MyGeotab, a plataforma de gestão de frotas e análise de dados da Geotab.

 

Essa centralização permite acompanhar, em um único ambiente, comportamentos de risco (como freadas bruscas e curvas acentuadas), tempo excessivo parado com o motor ligado, indicadores específicos de movimentação de contêineres e o contexto visual das operações.

 

Além disso, o uso das câmeras passou a integrar o Programa de Gerenciamento de Risco (PGR) de forma inédita. As imagens permitiram identificar operadores com melhores e piores práticas, algo antes impossível com processos exclusivamente manuais conduzidos pelas CIPAs. Essa visibilidade habilitou treinamentos mais precisos, reciclagens direcionadas e maior rigor no cumprimento de normas como a NR-18, elevando o patamar de prevenção de acidentes.

 

As informações consolidadas em tempo real passaram a orientar treinamentos, fortalecer políticas internas de segurança e apoiar decisões operacionais. A iniciativa representou um avanço importante para a eficiência e a segurança das operações, consolidando-se como um case de inovação conjunta entre Geotab e Ariasat.

Como medir içamentos, custo por pátio e produtividade em tempo real

Um dos principais desafios das operações portuárias sempre foi a falta de visibilidade sobre o desempenho real das máquinas e dos operadores. Até a implantação da telemetria da Geotab, não era possível medir com precisão quantos içamentos uma empilhadeira realizava, quanto tempo permanecia em cada pátio ou quais velocidades atingia em pisos irregulares — fatores diretamente ligados a custos de manutenção e produtividade.

 

A parceira da Geotab,  Ariasat, desenvolveu uma solução inédita para esse cenário: um sensor de içamento criado especificamente para o ambiente portuário, que se conecta ao dispositivo GO e envia os dados diretamente ao MyGeotab. Isso é possível, por meio da API aberta da plataforma. Essa arquitetura flexível permitiu que os dados coletados pelo novo sensor — como içamento, descida e movimentação de contêineres — fossem combinados às informações já registradas pela telemetria, como aceleração, frenagem e tempo parado com o motor ligado.

 

Com essa integração, os relatórios padrões da Geotab, que já incluem métricas como condução perigosa por motorista, pontuação de direção, tempo de condução versus tempo ocioso e produtividade individual, passaram a incorporar indicadores personalizados para o ambiente portuário — um avanço inédito nesse tipo de operação.

 

Entre os novos dados monitorados, está a elevação de contêiner por máquina, que relaciona esforço mecânico e planejamento de manutenção, permitindo antecipar quebras e evitar paradas não programadas. Já o acompanhamento da elevação por motorista trouxe transparência sobre a produtividade individual, viabilizando a criação de metas e programas de bonificação com base em dados objetivos.

 

Outro diferencial foi o controle do tempo em cada zona do pátio, que passou a revelar o quanto cada máquina trabalha para movimentar contêineres em diferentes áreas, ajudando a precificar com exatidão o custo operacional de cada pátio e de cada contêiner movimentado — uma informação antes inexistente.

 

Por fim, a medição da velocidade média e máxima das máquinas mostrou-se essencial para reduzir vibrações excessivas em pisos irregulares, prevenindo falhas estruturais e custos elevados de manutenção em equipamentos de altíssimo valor.

Esses novos indicadores transformaram o modo como as operações portuárias são geridas, combinando a inteligência de dados da Geotab com a capacidade de adaptação técnica da Ariasat, e demonstrando na prática o potencial da API aberta da Geotab para personalizar soluções em setores complexos e desafiadores.

Resultados na prática: como a gestão portuária foi transformada pelos dados

Os resultados do projeto confirmam o potencial da telemetria como diferencial competitivo em um setor historicamente carente de dados operacionais. Antes, métricas como quantidade de içamentos, tempo em cada pátio ou velocidade média das máquinas eram impossíveis de mensurar. Agora, esses indicadores passaram a fazer parte do dia a dia da operação, permitindo uma gestão muito mais precisa e estratégica.

 

A parceria entre Geotab e Ariasat proporcionou um salto inédito na coleta e análise de dados portuários. O sensor desenvolvido especialmente para o projeto, conectado ao sistema da Geotab por meio de sua API aberta, possibilitou mensurar atividades antes invisíveis — como a elevação de contêineres por operador e por máquina. Essa métrica inédita permitiu relacionar esforço mecânico e planejamento de manutenção, ajudando a prevenir falhas e reduzir paradas não programadas em ativos de altíssimo valor.

 

Os relatórios mostram o nível de detalhamento alcançado: apenas em um dos terminais analisados, operadores realizaram entre 20 e mais de 130 elevações de contêiner em um único mês, variação que passou a embasar políticas de metas e bonificação de desempenho. O controle por zona também se tornou mais refinado — agora é possível saber quantas horas cada máquina atua em cada área do pátio, permitindo calcular o custo operacional por contêiner movimentado e otimizar o uso dos equipamentos conforme a demanda.

 

A velocidade média e máxima das máquinas, outro dado antes inacessível, revelou impactos diretos na manutenção. Com os pisos irregulares dos pátios, o excesso de velocidade gerava vibrações que aceleravam o desgaste de componentes críticos. Ao correlacionar essa informação com os custos de manutenção, a equipe passou a ajustar limites de velocidade e orientar operadores, reduzindo quebras e prolongando a vida útil dos equipamentos.

 

O tempo de condução e o tempo ocioso também passaram a ser medidos em detalhe, mostrando onde havia desperdício de combustível. Em alguns casos, o tempo parado com o motor ligado superava uma hora por turno — uma oportunidade clara de economia e eficiência. O acompanhamento em tempo real permitiu corrigir hábitos e reprogramar turnos, reduzindo significativamente o consumo.

 

A pontuação geral dos motoristas, calculada a partir de indicadores de risco de condução, apresentou uma média de 96,5 pontos, com 82% classificados como de risco baixo, 11,8% em risco leve e 5,9% em risco médio, após a implementação da tecnologia. A partir desses dados coletados, a gestão pôde  agir de forma mais próxima e estratégica com os operadores, o que permitiu promover treinamentos direcionados para reduzir as ocorrências de risco e atingir essas métricas.

 

Além das melhorias operacionais, a integração de dados trouxe ganhos financeiros e de confiabilidade. A redução de falhas e paradas não programadas diminuiu custos com manutenção especialmente relevante, considerando que essas máquinas realizam revisões por tempo de uso, não por quilometragem, e qualquer intervenção representa investimento elevado. A precisão dos relatórios também passou a embasar negociações com seguradoras, oferecendo transparência e segurança nas apólices de risco.

 

Por fim, as dash cams desempenharam um papel decisivo tanto na relação com seguradoras quanto na governança operacional. Em um dos casos registrados, durante um sinistro, a seguradora inicialmente alegou que o operador estaria fatigado e conduzindo a máquina há horas. As imagens, porém, mostraram exatamente o contrário: o operador não apresentava sinais de cansaço e havia iniciado sua atividade há pouco tempo. Com essa evidência visual, o pagamento do prêmio foi aprovado sem contestação — um benefício direto da videotelemetria integrada à plataforma da Geotab.

 

Além disso, a utilização contínua das imagens no Programa de Gerenciamento de Risco (PGR) permitiu identificar padrões de comportamento, reconhecer operadores de alta performance e direcionar reciclagens específicas para quem apresentava maior índice de desvios. Essa capacidade, inexistente antes da integração entre Geotab e Ariasat,  reforçou a cultura de segurança e fortaleceu o cumprimento de normas como a NR-18.

 

O case reafirma a capacidade da Geotab e da Ariasat de adaptar tecnologias para diferentes realidades, conectando dados, vídeos e pessoas para impulsionar a eficiência e a segurança em operações de alta complexidade.

A telemetria como diferencial competitivo no setor portuário

O projeto evidencia que a telemetria pode expandir sua aplicação para setores de alta complexidade, mesmo aqueles ainda pouco digitalizados. Em um mercado global que deve movimentar US$4,77 bilhões em telemática para veículos portuários até 2033, segundo a Market Research Future, e cerca de US$ 19,9 bilhões em smart ports até 2028, de acordo com a MarketsandMarkets, essa experiência brasileira demonstra como a Geotab pode adaptar suas soluções para atender a demandas específicas e estratégicas. 

 

Mais do que ganhos imediatos, a combinação entre telemetria avançada, sensores especializados e videotelemetria integradas ao ecossistema Geotab, estabelece um novo padrão de governança, rastreabilidade e eficiência nas operações portuárias. A capacidade de unir dados mecânicos, comportamentais e visuais em uma mesma plataforma cria um ambiente operacional mais seguro, auditável e competitivo, ampliando o potencial de transformação digital no setor.

 

Quer saber mais sobre como a Geotab pode apoiar sua operação portuária? Fale com um de nossos especialistas, solicite uma demonstração e descubra como as soluções em telemática e inteligência de dados da Geotab podem levar sua empresa a um novo patamar de controle, produtividade e eficiência.

Perfil do cliente

Nome do cliente:

Ariasat

Setor:

Portos, agronegócio e logística

Tipos de veículos:

n/a

Pronto para otimizar sua frota?

Deixe-nos mostrar como é simples usar nosso software baseado na web e nossos dispositivos de rastreamento de frota para gerenciar sua frota.
View last rendered: 03/03/2026 00:32:55