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Distração ao volante e tempo de resposta: estatísticas e impacto na gestão de frotas

Números sobre sinistros e mortalidade no trânsito mostram que a reação tardia é um fator comum e reforçam a importância de acompanhamento contínuo na gestão de frotas.

Geotab Team

18 de fev de 2026

estatísticas mostram sobre o problema e qual o impacto para a gestão de frotas

Principais Insights

  • Na comparação anual mais recente, o Brasil registrou alta de 6,5% de acidentes fatais  no trânsito, com mais de 37 mil óbitos.
  • Nas rodovias federais, cerca de 30% dos sinistros foram causados por reação tardia ou ausência de reação do condutor.
  • Soluções de gestão de frotas da Geotab combinam telemetria, vídeo e inteligência artificial para monitorar padrões de direção, orientar treinamentos e reduzir riscos nas rodovias.

Distração ao volante e tempo de resposta estão entre os fatores mais associados aos acidentes nas rodovias brasileiras, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A alta recente de mortes no trânsito, registrada pelo Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), e a proporção de ocorrências ligadas a reação tardia ajudam a dimensionar o problema. Para a gestão de frotas, esses números oferecem um ponto objetivo de análise: entender como os atrasos na resposta do condutor influenciam a segurança da frota  e como é possível agir antes que o incidente aconteça.

Análise de risco rodoviário: o cenário atual da segurança nas estradas brasileiras

O Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, dado anual mais recente disponível. O número representa uma alta de 6,5% em relação a 2023 , segundo análise do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), a partir de informações do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Esse crescimento interrompe a trajetória de estabilidade observada nos últimos anos e recoloca a segurança viária no centro da discussão pública.

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No recorte das rodovias federais, o volume de ocorrências reforça a escala do problema: em apenas um ano, foram registrados 73.156 sinistros, com 6.160 mortes e 84.526 pessoas feridas, de acordo com a última edição do Anuário da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

 

Entre as causas registradas pela PRF, reação tardia ou ausência de reação do condutor somam aproximadamente 29,5% dos sinistros — quase 3 em cada 10 ocorrências. O tempo entre perceber e agir surge, assim, como uma das variáveis mais recorrentes nos registros oficiais. Em operações de frota que utilizam tecnologia que coleta dados do veículo e do motorista , esse intervalo pode ser identificado, medido e trabalhado ao longo do tempo.

 

O que os tipos de sinistro dizem sobre tempo de resposta

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Se quase um terço das ocorrências computadas pela PRF está ligado a atraso ou ausência de reação do condutor, os tipos de sinistro ajudam a entender como isso se traduz na prática. A colisão traseira, que representa 19,1% dos registros, costuma ocorrer em situações de distância inadequada do veículo da frente ou frenagem tardia. Já a saída de pista, com 14,8% das ocorrências, está frequentemente associada a correções bruscas ou leitura incompleta do trecho.

 

A colisão frontal, por sua vez, concentra 1.987 mortes no período analisado. Embora menos frequente que a traseira, sua letalidade evidencia a necessidade de maior atenção e o impacto da distração do condutor , especialmente em pistas simples, onde a margem de erro é menor.

 

Como se vê, os tipos de sinistro mais frequentes envolvem situações em que o condutor precisaria estar atento à pista, evitando distrações ou sintomas de fadiga.

Velocidade excessiva e a redução do tempo de reação do condutor

Entre as causas registradas pela Polícia Rodoviária Federal, velocidade incompatível com a via aparece em 4.347 sinistros e é responsável por 442 mortes. Não é a razão mais frequente, mas está associada a um volume relevante de mortes no período. O cenário de fiscalização reforça essa leitura: em 2024, foram registradas 9.483.949 infrações nas rodovias federais. Desse total, 6.561.685 estavam relacionadas a excesso de velocidade — cerca de 69% das autuações.

 

A infração mais comum foi transitar até 20% acima do limite de velocidade permitido, com 5.556.792 registros no ano. Mesmo pequenas variações acima do limite encurtam a distância de frenagem e reduzem o intervalo entre percepção e impacto. Quando o tempo de resposta já está comprometido, a velocidade de transforma em colisão.

Onde o risco se concentra

Os dados da PRF por tipo de pista ajudam a entender por que a gestão de risco é diferente para frotas de carga. Em 2024, pistas simples concentraram 35.287 sinistros e 4.291 mortes, enquanto pistas duplas registraram 30.730 sinistros e 1.563 mortes. Para veículos pesados, esse cenário importa porque operações em pista simples têm menor margem para correções e maior sensibilidade a decisões ao volante, especialmente em trechos com fluxo misto.

 

Alguns corredores aparecem com maior concentração de mortes e são, ao mesmo tempo, rotas de circulação intensa de carga. A BR-116 contabilizou 821 mortes e a BR-101 registrou 732 no mesmo período. Para frotas que operam nesses eixos, isso reforça a necessidade de tratar determinadas rotas como prioridade permanente de gestão, com padrões mais rigorosos de velocidade, hábitos de direção e acompanhamento consistente do comportamento do motorista ao longo da rota.

 

Há também variação ao longo do ano. Dezembro registrou 632 mortes, o maior número mensal de 2024, enquanto julho (537) e agosto (546) também apresentaram patamares elevados. Em períodos de maior fluxo, a operação de veículos pesados tende a enfrentar mais instabilidade de tráfego e maior número de situações que exigem maior atenção do motorista , o que aumenta o custo de qualquer distração.

Como monitorar e mitigar comportamentos de risco na frota

A estatística de distração não aponta para uma única causa, mas para um tipo de falha que se repete: decisões que chegam fora do tempo adequado. Na rotina da gestão de frotas, essa falha costuma ser antecedida por comportamentos recorrentes na condução, que podem ser identificados ao longo do tempo.

 

Entre esses sinais, alguns são recorrentes em operações rodoviárias: excesso de velocidade em trechos que exigem redução, variação brusca de velocidade em sequência, frenagens fortes e repetidas, aceleração agressiva e aproximação excessiva do veículo à frente, entre outros. Em veículos pesados, esses padrões ganham peso adicional porque o espaço de parada tende a ser mais longo e correções tardias têm consequência maior.

 

A utilidade desse acompanhamento está na coleta de dados precisos. Em vez de reagir apenas ao sinistro, a gestão consegue identificar repetição de comportamentos de risco por motorista, rota e período, e implementar um programa de treinamento  contínuo para reduzir esses hábitos  de condução que colocam em risco a segurança da frota.

Garantindo a segurança dos condutores com telemetria, vídeotelemetria e IA

Os registros oficiais mostram que o tempo de resposta do condutor aparece de forma recorrente entre as causas dos sinistros nas rodovias federais. A questão, para a gestão de frotas, não é apenas reconhecer esse padrão, mas atuar sobre ele antes que se transforme em ocorrência.

 

A telemetria permite acompanhar, em tempo real, comportamentos  que reduzem o tempo de reação: excesso de velocidade, frenagens bruscas, acelerações agressivas e variações repetidas de condução por rota e horário. Esses registros deixam de ser episódios isolados e passam a formar um histórico comparável entre motoristas e trechos.

 

A videotelemetria, além de identificar a distração ocorrida que fez o motorista reduzir o tempo de reação e fadiga, também  adiciona contexto visual aos dados coletados pela telemetria, permitindo qualificar o que ocorreu na cabine, na rodovia e no entorno do veículo. Com apoio de inteligência artificial, esses eventos podem ser organizados quando são padrões recorrentes, priorizando os casos que exigem intervenção e direcionando o treinamento com base em evidência.

Mais do que registrar o que aconteceu, a tecnologia sustenta uma rotina de acompanhamento contínuo. Scorecards, alertas e análise de tendências permitem reduzir a repetição de eventos críticos, proteger motoristas e ativos e manter a previsibilidade operacional.

 

A Geotab centraliza os dados de telemetria e videotelemetria com inteligência artificial no MyGeotab , oferecendo dados  estruturados para decisões alinhadas às condições reais da frota. Fale com um de nossos especialistas, solicite uma demonstração e descubra como aplicar essa abordagem à sua operação.

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