O Custo invisível da ociosidade: como recuperar até 49% da capacidade da sua frota
Enquanto parte da sua frota permanece parada, os custos continuam acumulando. Entenda como a inteligência artificial e a telemetria avançada ajudam a aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e elevar a produtividade operacional.
Por Geotab Team
14 de ago de 2026

Se você gerencia uma operação logística, já parou para pensar em quanto tempo os veículos passam realmente circulando? O novo relatório global da Geotab, intitulado "Conduzindo entre resiliência e reinvenção", trouxe os resultados desse case, que causam preocupação para as empresas.
Os dados mostram um cenário desafiador para o mercado nacional: em média, os veículos comerciais brasileiros foram utilizados por apenas 186 dias ao longo de um ano, operando por cerca de 3,36 horas diárias. Para operações estruturadas que teoricamente poderiam funcionar durante os 365 dias, isso representa uma perda massiva de até 49% da capacidade operacional da frota.
A seguir, vamos explorar as principais revelações desse estudo e como a inteligência de dados se tornou a chave para a sobrevivência, eficiência e resiliência das frotas no mercado atual.
O verdadeiro custo de um veículo parado na gestão de frotas
A subutilização de caminhões, carros e vans comerciais representa um ralo financeiro que drena a rentabilidade das empresas. Afinal, as despesas fixas de um veículo não tiram folga.
Mesmo com o motor desligado, sua empresa continua pagando por:
- Seguros e impostos (IPVA);
- Depreciação natural do ativo;
- Parcelas de financiamento ou leasing;
- Custo de oportunidade (a receita que o veículo deixa de gerar por não estar rodando).
Em tempos de volatilidade econômica, fazer o redimensionamento da frota (rightsizing) baseando-se em dados reais não é mais um diferencial competitivo é uma questão de sobrevivência.
"O veículo mais caro de uma frota é aquele que está parado. Os dados mostram que há uma enorme oportunidade para as empresas brasileiras otimizarem suas operações e, consequentemente, seu TCO (Custo Total de Propriedade)", destaca Eduardo Canicoba, Vice-Presidente da Geotab Brasil.
Segurança na América Latina: da reação à proteção ativa
Embora a produtividade seja vital, ela não pode caminhar separada da segurança. Historicamente, a América Latina registra índices desafiadores de acidentes rodoviários: em 2021, a região registrou a maior taxa de colisões globalmente, com uma média de 1,10 incidentes por milhão de quilômetros rodados.
No entanto, o novo relatório da Geotab, apresenta dados animadores: entre 2024 e 2025, a região registrou uma redução de 8,3% nos índices de colisão.
Essa melhora consistente mostra como a tecnologia de dados deixou de ser apenas um sistema de monitoramento passivo para se tornar uma ferramenta fundamental de proteção ativa e prevenção de colisões.
A telemetria avançada associada à inteligência artificial permite que as empresas de transporte passem de uma postura puramente reativa para uma segurança preditiva. Com a análise de dados, é possível identificar com precisão os 10% de motoristas com comportamento mais arriscado (como frenagens bruscas e excesso de velocidade) e criar programas de treinamento personalizados, mudando a cultura de segurança e reduzindo drasticamente o risco de roubo de cargas e colisões nas estradas.
O caminho do Brasil rumo à eletrificação
A eletrificação do transporte vem avançando em diferentes ritmos ao redor do mundo, e o Brasil vem construindo uma trajetória própria nessa transição. Desafios relacionados à infraestrutura de recarga e alto custo operacional ainda influenciam o ritmo de adoção no país.
Nesse contexto, o mercado brasileiro tem apostado em uma estratégia mais flexível, baseada na combinação entre eletrificação e o uso de biocombustíveis. O desenvolvimento de veículos híbridos, movidos a etanol e eletricidade tem sido a abordagem adotada no Brasil.
Embora os veículos 100% elétricos ganhem espaço globalmente, desafios locais como a escassez de infraestrutura de recarga rápida e o alto custo de aquisição ainda influenciam o ritmo de adoção no país. Nesse cenário, o Brasil tem apostado em uma estratégia de descarbonização mais flexível e pragmática: a combinação entre motores elétricos e o uso de biocombustíveis, consolidando a força dos veículos híbridos movidos a etanol e eletricidade.
Essa abordagem híbrida permite que as empresas iniciem suas jornadas sustentáveis de forma imediata, reduzindo as emissões de CO₂ no curto prazo sem comprometer a eficiência operacional e a viabilidade econômica das frotas enquanto a rede de eletropostos se desenvolve no país.
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