Chuva reduz velocidade no trânsito em São Paulo em até 14,8%, aponta estudo da Geotab
Capital paulista é a mais afetada em dias chuvosos entre metrópoles da América Latina, com maior impacto no horário de pico da manhã
13 de abril de 2026
•3 minutos de leitura
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A Geotab, líder global em gestão de frotas, ativos e veículos conectados, divulgou um novo estudo proprietário sobre como a chuva altera a dinâmica do trânsito em metrópoles da América Latina, com base em dados de telemetria – tecnologia veicular que registra informações em tempo real como velocidade, localização e comportamento do motorista. De acordo com o levantamento, em São Paulo, a velocidade média do trânsito cai 3,2% em dias chuvosos. Em períodos de precipitação mais intensa, essa redução pode chegar a até 14,8% — o maior impacto observado entre as cidades analisadas.
A pesquisa cruza dados de telemetria com registros meteorológicos da Open-Meteo, plataforma global que consolida dados históricos de clima de diferentes fontes. A análise cobre o período entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026 e compara o comportamento do trânsito em dias com e sem chuva, nos mesmos trechos, horários e dias da semana.
Ao todo, foram avaliados mais de 16,2 milhões de trajetos e mais de 31 mil segmentos viários em São Paulo, Cidade do México e Buenos Aires — três das maiores metrópoles da América Latina em população e volume de deslocamentos.
De acordo com Caroline Adelina de Jesus, Engenheira de Soluções Sênior da Geotab, esse tipo de análise é possível com o uso contínuo de telemetria em veículos de frota. “A partir dos dados coletados pelos veículos, combinados com modelos avançados de inteligência artificial e machine learning, é possível acompanhar como o desempenho dos deslocamentos muda em diferentes condições e identificar onde estão as principais perdas de eficiência”, afirma.
Impacto varia entre as cidades e se intensifica no período da manhã
Entre as localidades incluídas no estudo, a capital paulista apresentou maior sensibilidade à chuva (conforme a redução já citada). A capital mexicana apresentou comportamento atípico, com leve aumento de velocidade em dias chuvosos (+0,6%), enquanto Buenos Aires registrou variação mais moderada (-0,5%).
Esse efeito também se concentra no início do dia nas cidades analisadas. Às 7h, principal horário de deslocamento, a velocidade média cai 2,2% em dias com chuva, considerando o conjunto das três metrópoles, o que amplia a lentidão justamente no momento de maior demanda.
“Os dados mostram que, nos horários de maior fluxo, a redução de velocidade aumenta o tempo total de deslocamento e reduz a produtividade das operações de frota. Para as empresas, isso significa mais tempo a cada viagem, um maior consumo de combustível e menor aproveitamento dos veículos ao longo do dia”, diz a engenheira da Geotab.
Evento de fevereiro ilustra cenário crítico
Um dos episódios analisados no estudo ajuda a dimensionar esse cenário. Em 10 de fevereiro de 2026, um volume de 29 milímetros de chuva provocou quedas persistentes de velocidade ao longo do dia em São Paulo, um exemplo de como eventos climáticos mais intensos levam a quedas mais acentuadas na velocidade e alteram o padrão de condução.
Na mesma data, a cidade registrou o maior congestionamento do ano até então, atingindo 1.054 quilômetros de lentidão por volta das 7h30, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgados à época.
Para Caroline, situações como essa têm impacto direto na eficiência das frotas corporativas. “Em dias de chuva forte, a queda de velocidade vem acompanhada de mais tempo em marcha lenta e maior variação no padrão de condução, com acelerações e frenagens mais frequentes. Esse comportamento aumenta o consumo de combustível e impacta diretamente o custo e a eficiência das operações logísticas”, destaca.
Oscilações aumentam com maior volume de chuva
A análise da Geotab também identificou uma relação direta entre o volume de precipitação e a variação da velocidade média. Em São Paulo, essa oscilação foi a mais acentuada entre as cidades avaliadas, com variações que vão de −14,8% a +9,4% dependendo das condições de cada evento.
Considerando as três metrópoles, a redução média foi de 1%. Embora o percentual pareça limitado à primeira vista, ele ganha relevância quando considerado o volume de milhões de deslocamentos diários, ampliando o tempo total de circulação e os custos associados.
“Ao analisar esses padrões de forma contínua, com base em dados de telemetria, é possível antecipar em quais condições o desempenho das viagens tende a piorar. Isso permite ajustar rotas, horários e planejamento de frota antes que o impacto aconteça.”, conclui a engenheira.
Como o estudo foi feito
O levantamento da Geotab considerou os cinco dias úteis com maior volume de chuva em cada cidade, com base em dados históricos da Open-Meteo, excluindo fins de semana, feriados e datas próximas a esses períodos. Para efeito de comparação, esses dias foram cruzados com dias sem chuva, com precipitação inferior a 0,05 polegadas — no mesmo dia da semana e em datas próximas, entre uma e três semanas anteriores ou posteriores. A análise utilizou dados de telemetria de veículos em deslocamento e comparou o comportamento do trânsito nos mesmos trechos e horários. Os resultados foram consolidados por hora e por evento, com foco no período entre 6h e 22h.
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GeotabBR@edelman.com
Sobre a Geotab
A Geotab é líder global em soluções de gestão de frotas, ativos e veículos conectados, com sede em Oakville, Ontário, e em Atlanta, Geórgia. Nossa missão é tornar o mundo mais seguro, eficiente e sustentável. Usamos análise de dados avançada e IA para transformar o desempenho e as operações das frotas, reduzindo custos e impulsionando a eficiência. Apoiados pelos melhores cientistas de dados e engenheiros, atendemos aproximadamente 100.000 clientes globais, processando 100 bilhões de pontos de dados diariamente de mais de 5 milhões de assinaturas de veículos. A Geotab tem a confiança de organizações da Fortune 500, de frotas de médio porte e das maiores frotas do setor público do mundo, incluindo o governo federal dos EUA. Comprometidos com a segurança e a privacidade de dados, possuímos as autorizações FIPS 140-3 e FedRAMP. Nossa plataforma aberta, ecossistema de parceiros excepcionais e o Geotab Marketplace oferecem centenas de soluções de terceiros prontas para impulsionar ainda mais a gestão de frotas. Este ano, estamos comemorando 25 anos de inovação. Saiba mais em www.geotab.com/pt-br, siga-nos no LinkedIn, Instagram, ou visite nosso blog.
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